{"id":261,"date":"2020-12-10T13:38:13","date_gmt":"2020-12-10T18:38:13","guid":{"rendered":"http:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/?page_id=261"},"modified":"2026-03-19T08:58:53","modified_gmt":"2026-03-19T12:58:53","slug":"abstrato-do-artigo-em-portugues","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/publications\/brazilian-popular-music-and-globalization\/abstrato-do-artigo-em-portugues\/","title":{"rendered":"Abstrato do artigo em portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"\r\n<section class=\"fullwidth-text-block\">\r\n\t<div class=\"container px-0 pt-5\">\r\n\t\t<div class=\"row align-items-start\">\r\n\t\t\t<div class=\"col-12\">\r\n\t\t\t\t\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Abstrato do artigo em portugu\u00eas<\/h1>\n\n\n\n<p>MOURA sinopse:  A hist\u00f3ria do Carnaval de Salvador permite distinguir per\u00edodos em que a<br>\n&gt;insinua\u00e7\u00e3o ou a dic\u00e7\u00e3o expl\u00edcita da singularidade \u00e9 a t\u00f4nica e outros em<br>\n&gt;que a tend\u00eancia parece ser a relativiza\u00e7\u00e3o ou mesmo a dilui\u00e7\u00e3o das<br>\n&gt;especificidades formais. Este trabalho procura identificar, na hist\u00f3ria<br>\n&gt;recente do Carnaval de Salvador, um per\u00edodo de dic\u00e7\u00e3o aguda de<br>\n&gt;singularidades, entre o final dos anos 60 e o final dos anos 80, e o<br>\n&gt;momento presente, em que um movimento de homogeneiza\u00e7\u00e3o \u00e9 marcante. Para<br>\n&gt;tanto, procura delinear brevemente os contornos pr\u00f3prios daqueles modelos<br>\n&gt;de organiza\u00e7\u00e3o que podemos tomar, aqui, como os sujeitos coletivos da<br>\n&gt;festa. A dic\u00e7\u00e3o das identidades no Carnaval \u00e9 circunstancializada e<br>\n&gt;ocasionada pelos modelos de organiza\u00e7\u00e3o carnavalesca, que por sua vez<br>\n&gt;experimentam uma rela\u00e7\u00e3o tensa desenvolvem diante dos seus p\u00fablicos. Estes<br>\n&gt;modelos viabilizam a dic\u00e7\u00e3o musical das identidades no Carnaval e, em<br>\n&gt;contrapartida, s\u00e3o plasmados e reconhecidos pelos seus interlocutores<br>\n&gt;sobretudo a partir dos textos musicais que est\u00e3o continuamente emitindo.<br>\n&gt;Neste sentido, passamos em revista composi\u00e7\u00f5es representativas desses<br>\n&gt;momentos desses modelos, supondo que nestas obras est\u00e1 consubstanciado,<br>\n&gt;esteticamente, o itiner\u00e1rio tematizado. Vale explicitar que as can\u00e7\u00f5es n\u00e3o<br>\n&gt;comparecem ao texto apenas como &#8220;exemplos&#8221;, mas como dic\u00e7\u00e3o propriamente<br>\n&gt;dita do drama em foco. A pr\u00e1tica constante de cantar estes trabalhos<br>\n&gt;equivale tamb\u00e9m \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia do Carnaval, que por sua vez<br>\n&gt;recapitula e contribui para conferir o significado de toda a experi\u00eancia<br>\n&gt;social extensa &#8211; ou seja, aquilo que ultrapassa as fronteiras cronol\u00f3gicas<br>\n&gt;do Carnaval -, como tamb\u00e9m aquilo que, mesmo compondo a pr\u00e1tica da grande<br>\n&gt;festa, pode parecer &#8220;menos carnavalesco&#8221;, ou seja, n\u00e3o ser<br>\n&gt;convencionalmente representado como carnavalesco. E, em construindo e<br>\n&gt;consubstanciando significados, as pr\u00e1ticas musicais organizam um sistema de<br>\n&gt;reciprocidade significativa que s\u00f3 pode ser apreendido na pr\u00f3pria<br>\n&gt;relacionalidade, ou seja, jamais tomado como um conjunto de esquemas<br>\n&gt;formais que fariam sentido por si s\u00f3s. Assim, o conjunto de composi\u00e7\u00f5es utilizadas durante o Carnaval n\u00e3o \u00e9 apenas &#8220;uma produ\u00e7\u00e3o&#8221; para o Carnaval. Pode ser tomado como o centro da festa,<br>\ndesde que se considere a teia de rela\u00e7\u00f5es e significados constitu\u00edda em torno da m\u00fasica, o que n\u00e3o pode vigir se o Carnaval \u00e9 recortado como objeto<br>\nde pesquisa de forma a desconect\u00e1-lo de seus sujeitos e dos projetos<br>\nrespectivos. Objeto este que n\u00e3o pode n\u00e3o corresponder \u00e0s pr\u00e1ticas<br>\nmusicais, mesmo que estas pr\u00e1ticas recebam nomes que pareceriam &#8220;menos<br>\nest\u00e9ticos&#8221;. A exposi\u00e7\u00e3o deste texto segue uma ordem preferentemente cronol\u00f3gica. Cabe<br>\n&gt;observar um desn\u00edvel gritante entre a quantidade de estudos sobre os blocos<br>\n&gt;afro, por exemplo, e os modelos anteriores cultivados pela popula\u00e7\u00e3o<br>\n&gt;negro-mesti\u00e7a de Salvador, ou mesmo entre os blocos afro e os blocos de<br>\n&gt;classe m\u00e9dia que atualmente hegemonizam a cena musical desta parte do<br>\n&gt;mundo. A pesquisa sobre o Carnaval de Salvador tem se atido a alguns \u00edcones<br>\n&gt;sobressalientes, o que certamente n\u00e3o contribui para uma reflex\u00e3o comparada<br>\n&gt;que poderia enriquecer a pr\u00f3pria compreens\u00e3o dos modelos tomados em sua<br>\n&gt;singularidade. Finalmente, conv\u00e9m advertir que a an\u00e1lise contida neste texto se ressente<br>\n&gt;da aus\u00eancia do componente propriamente musicol\u00f3gico. Uma abordagem mais<br>\n&gt;completa, integrando v\u00e1rios olhares sobre o objeto em quest\u00e3o, extrapolaria<br>\n&gt;as dimens\u00f5es do texto. Milton Ara\u00fajo Moura<\/p>\n\n\n\r\n\t\t\t<\/div>\r\n\t\t<\/div>\r\n\t<\/div>\r\n<\/section>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1075,"featured_media":0,"parent":195,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"featured_post":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"class_list":["post-261","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1075"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=261"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/261\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":625,"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/261\/revisions\/625"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/people.clas.ufl.edu\/perrone\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}